pensamentos, desabafos, histórias de um esqueleto humano que por aqui vagueia...

Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

Triste

Ontem conseguiram destruir em poucos minutos aquilo que tenho tentado reconstruir com tanto afinco: a minha auto-estima.

Disseram-me sem qualquer tipo de pudor e sem meiguice que eu até era bonitinha mas que algumas pessoas (entenda-se homens) poderiam ser demasiada areia para a minha camioneta...

Ora eu que tenho lutado quase diariamente comigo, precisamente por essa razão, não me posso rebaixar de maneira nenhuma, nem tão pouco que o façam por mim.

Eu sei e tenho perfeita noção que não sou nenhum assombro de mulher, também sei que não sou nenhuma top model , mas sei o que sou e o que valho.

Sou baixinha e devido a alguns problemas hormonais engordei consideravelmente, daí que sei perfeitamente do que sou e digamos que embora  não goste muito tenho espelhos em casa.

Antes de ter mudado de casa, frequentava um ginásio que gostava muito, não só pela maneira como me tratavam, como também por ter sido lá que travei uma das minhas guerras interiores, os espelhos...e fui precisamente fazer aulas de pilates em que tinha de tratar os espelhos por tu, foi uma dura batalha interior, própria de quem já teve um corpo quase perfeito e passou a ser uma daquelas mulheres que não conseguia entrar em nenhuma loja da moda, porque nada lhe servia.

Já passei por provas bastantes duras com este aumento de peso, desde andar diariamente de fato de treino, até passar nas ruas recheadas de lojas e nem sequer olhar porque via a minha imagem reflectida (não era agradável).

Já consegui emagrecer bastante, mas ainda me falta muito para chegar ao ponto ideal, mas tenho conseguido com alguma força de vontade e com a ajuda de alguns amigos reconstruir a minha auto-estima, que ontem tão amavelmente me conseguiram destruir em menos de vinte minutos.

 

Depois de uma análise profunda, consegui chegar à conclusão que não me posso deixar abater por isto, nem por nada semelhante, porque sou mais forte do que pareço e acima de tudo que se não gostarmos de nós quem gostará.

Agora ando a tentar descobrir onde posso enfrentar os espelhos e sentir bem...

Sempre disse que o que não nos mata, torna-nos mais fortes, mas enquanto não nos fortalece magoa-nos e eu vou andar magoada uns tempos...

publicado por bones às 10:21
sinto-me: magoada
música: o silêncio dos meus pensamentos

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