pensamentos, desabafos, histórias de um esqueleto humano que por aqui vagueia...

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Desert Rose

Adoro esta música e adoro quem a canta....

 

 

 

 

Desert Rose

I dream of rain
I dream of gardens in the desert sand
I wake in pain
I dream of love as time runs through my hand

I dream of fire
Those dreams are tied to a horse that will never tire
And in the flames
Her shadows play in the shape of a man's desire

This desert rose
Each of her veils, a secret promise
This desert flower
No sweet perfume ever tortured me more than this

And now she turns
This way she moves in the logic of all my dreams
This fire burns
I realize that nothing's as it seems

I dream of rain
I dream of gardens in the desert sand
I wake in pain
I dream of love as time runs through my hand

I dream of rain
I lift my gaze to empty skies above
I close my eyes, this rare perfume
Is the sweet intoxication of her love

I dream of rain
I dream of gardens in the desert sand
I wake in pain
I dream of love as time runs through my hand

Sweet desert rose
Each of her veils, a secret promise
This desert flower,
No sweet perfume ever tortured me more than this

Sweet desert rose
This memory of Eden haunts us all
This desert flower, this rare perfurme
Is the sweet intoxication of the fall

publicado por bones às 15:52
música: Sting

Trabalho

Estes últimos dias de facto não tem sido fáceis, têm sido uma luta constante para não desabar devido a todo este mau ambiente que se faz sentir no escritório.

Nas oito horas de trabalho não há um minuto em que não se ouça um grito, uma histeria, uma

maluqueira qualquer por parte da estouvada da minha chefe.

Está-se a tornar insustentável da minha parte continuar aqui, está-se a tornar um sacrifício ter que vir para aqui e até sonho que estou a telefonar a dizer que não posso vir trabalhar, isto de facto não é normal em alguém que tem aversão a faltar mas que está constantemente a pensar numa maneira de não ter que vir.

Não lhe consigo sequer olhar na cara e não me consigo rir quando ela diz alguma piada.

É brejeira, mal educada e não tem qualquer tipo de respeito seja por quem for...

Sinto-me mal, incompetente, burra e tudo isto eu sei que não sou, sempre fui elogiada pelo bom trabalho que fiz, fosse em que área fosse, sempre me dediquei a 100% ao que fazia, se é preciso fazer horas eu faço empenho-me...aqui não consigo...estou sempre à espera que a hora chegue, que o fim de semana esteja à porta.

Era tão mais fácil quando não se tinha obrigações de casa, carro, contas para pagar, agora assim não a posso mandar para o inferno e dizer uma série de impropérios e virar costas e sair porta fora...

Já não aguento isto...

 

publicado por bones às 15:28
sinto-me: cansada e zangada
música: fly away - lenny kravitz

"Inutil domestico"

A maior parte das pessoas que conheço não gosta de ler os livros dela, eu admito já li três, e tenho que admitir que não é o meu género mas ri-me com a maneira dela escrever, é "light"...

Gosto das crónicas que ela escreve com sentido de humor e sempre que posso dou uma vista de olhos, esta foi uma dessas crónicas "Inútil Doméstico".

aquele tipo de marido que tem a mania que sabe de tudo um pouco, desde a melhor tábua para alguém engomar as suas camisas, passando pelo frigorífico que poupa mais energia. Até pode saber muitas coisas úteis, mas o território doméstico não pode nem deve ser gerido como uma empresa, sob o risco de se verem goradas as expectativas em relação aos objectivos.

Outro estilo doméstico igualmente irritante é o Inútil Doméstico, aquele que se especializa em não saber fazer absolutamente nada. Põe os pratos grandes no tabuleiro superior da máquina de lavar, deixa a roupa suja no chão, nunca muda o rolo do papel higiénico quando este acaba, acha uma seca ir despejar o lixo e não arrasta uma bilha de gás mesmo que veja a mulher a fazê-lo. Os Inúteis Domésticos foram, em geral, criados por uma mãe protectora que sempre lhes fez a cama, lhes arrumou a roupa depois de primorosamente lavada e passada a ferro e lhes pôs o almoço e o jantar na mesa.

Conheço um exemplar dessa espécie que há pouco tempo se encantou por uma estrangeira e a convidou para vir viver com ele. Ela, cautelosa, avançou para uma temporada à experiência que correu mal, porque, segundo ele, ela não sabia cozinhar e, segundo ela, o que ele queria era uma empregada de borla com serviços sexuais incluídos. Ela voltou ao país de origem e ele arranjou uma namorada local com as características pretendidas.

Imagino que sejam os três felizes para sempre, a estrangeira longe da mentalidade lusa que conta à partida com serviços domésticos incluídos numa relação, o Inútil que encontrou quem o assistisse e, por fim, a sua assistente, grata por agradar à pessoa amada. Felizmente , nem todos os homens seguem a lógica da publicidade enganosa.

Conheço exímios donos de casa, arrumados e organizados sem manias obsessivas, bons cozinheiros e melhores companheiros, já que se é verdade que se conquista um homem metade pela cozinha e a outra metade pela cama, com as mulheres não é assim tão diferente, a não ser que vivam obcecadas com dietas malucas.

Um bom marido é hoje muito mais do que alguém que paga as contas e assegura um bom nível de vida. Um bom marido é alguém que ajuda, que colabora, que faz parte da vida da família. Os marialvas que estão sempre no campo ou a dormir ou na farra com os amigos só servem para mulheres que nasceram com alma de empregadas domésticas.

[Margarida Rebelo Pinto, in "Sol"]

A culpa é sempre do mesmo: a mãe que teve, a permissiva sociedade, o haver mulheres desesperadas que aturam tudo, o machismo crónico!

publicado por bones às 14:53
sinto-me:

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