pensamentos, desabafos, histórias de um esqueleto humano que por aqui vagueia...

Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Bancos

Hoje pensei seriamente que me ia dar uma coisinha mesmo muito má quando me deparei com o meu extracto bancário...livra...porra...que aqueles gajos para tirarem dinheiro são do melhor que existe a nivel nacional e mundial...

Claro está estou a falar do banco...

E eu ainda continuo a ver pessoas a fazerem créditos para tudo e mais alguma coisa...

Mas anda tudo maluco, isto para pagar uma casa é para uma pessoa ficar louca, com mais um ou dois créditos não dormia, trabalhava 24horas.

Ok pronto se calhar tou a exagerar, mas porra...

Vou ter que trabalhar o dobro para repor o que me tiraram, ladrões...

Mas vale a pena, o meu refúgio...hum...no comment...

E pronto já refilei, o dia mais um bocadito e acaba e já estou na contagem decrescente (ou crescente) de ficar mais "cota"...

E agora roiam-se todos, só trabalho na próxima segunda-feira (pelo menos aqui no escritório)...

 

publicado por bones às 15:16
música: Pavarotti
Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Nostalgia

Gosto imenso do Nuno, é um gajo com sentido de humor...

Quando li este texto, pensei que ele tem toda a razão, ele esqueceu-se de escrever sobre o tio patinhas, hoje em dia os putos não sabem quem é...

E as meninas na altura jogavam á patela e ao elástico e hoje andam agarradas ao telémovel...

Deliciem-se com este texto se é que já não leram...

 

 

"A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E está
perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje
rondam os trinta. O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando
lhe falei no Tom Sawyer. "Quem? ", perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem
é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A
própria música: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a
passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além..." era para ele como
o hino senegalês cantado em mandarim.


Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não
conhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse herói
canídeo, que estava
apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis
Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos
jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini
que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick
Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que
nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,
lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical,
não é a mesma coisa. Naquela altura era actual... E para acabar a lista, a
mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração

O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem
não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira.
Quem, meu Deus, não sabe assobiar a
música do genérico, não anda cá a fazer nada.



Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não
passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore! E pior,
nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um
dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando
brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos
que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.

Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou
chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma
canção.

Confesso, senti-me velho...

Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem,
por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação
de perigo real, em
que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar
à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.

Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca
andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um
miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer
exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer
tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com
nomes tipo "Moleculum infanticus", que não existiam antigamente.

No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de "terno" nem
via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra
espalhada por cima não estancasse.

Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas,
porque eles estavam a jogar à
bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo.
Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda
com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado
quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso.
Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos
maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"...

Nós éramos mais a geração "à rasca", isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,
sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na
universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o
carro. Agora não falta nada aos putos.

Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se
juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é
Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy,
tudo.

Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e
ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela
versão da bicicleta.

Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu
que 8 em cada dez putos sejam cromos.

Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava
porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.

É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma
empresa de computadores, mas não curtiu nada. "


Nuno Markl

publicado por bones às 11:06
sinto-me: nostálgica
Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Fácil e Dificil

"Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por atitudes e gestos o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demostrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer " oi " ou " como vai ? "
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo, como uma corrente elétrica, quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que se deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que somente uma vai te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata."

publicado por bones às 14:27
sinto-me: nada bem
Domingo, 28 de Outubro de 2007

...

Sinto-me petrificada, assustada, receosa, feliz, anestesiada, sinto um misto de emoções diversas que me confundem e elouquecem...

Cansada, triste, tenho uma vontade louca de parar no tempo e sentar-me a ver o pôr do sol algures num sitio remoto, na tentativa de acalmar este estado de alma...

Choro sem razão aparente no silêncio da minha casa recem comprada e estou a escrever este post e tento desesperadamente acalmar...

As minhas mãos tremem...

Borboletas no estômago...

Será estado de alma normal...

Esta semana faço 29 anos recheados de aventuras, desventuras, mudanças de personalidade (bastantes), sinto que tenho crescido e por vezes esse crescimento doi, custa, apetece-me voltar atrás e reviver tudo outra vez, ou não...

 

 

publicado por bones às 11:43
sinto-me: num estado de confusão total
música: In the arms of the angel
Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

A minha casinha

Não tenho escrito nada, tenho andado numa correria nestes últimos dias, por causa da casa, e do trabalho...

Precisamente quando mais precisava de não ter tanto trabalho, para poder tratar das coisas da casa com  mais calma, acontece precisamente o contrário...

É o gás, a luz, a água, a tvcabo, os seguros, os registos e finalmente a escritura (amanhã), que me tem posto a correr literalmente de um lado para o outro...no trabalho tenho tido imenso trabalho externo que me atrasa o trabalho de escritório...

É um esforço que vale a pena, mas porra parece que nunca mais acaba, é caixotes para todos os lados, é o telefone sempre a tocar, todos os dias me pedem coisas, para ir para aqui e para ali, e para a semana ainda não vai acalmar, apesar de ter dois dias de férias (no dia dos meus anos a 31 de Outubro e o dia 2 de Novembro), tenho as mudanças, a minha avó faz anos segunda, tenho os meus anos e depois um dos dias que mais detesto (os fiéis), não ponho os pés em lado nenhum mas ajudo a minha mãe a enfeitar a minha avó materna e as minhas tias a enfeitar o meu pai e o meu avô paterno.

Mas detesto este dia pela hipocrisia em geral, são capazes de gastar verdadeiras fortunas em flores e durante o ano inteiro nem lá põe os pés, e vão toda a tarde para o cemitério falar mal da campa do lado, porque não está bem enfeitada ou porque fulana de tal está mal vestida, haja paciência...

Apesar de estar super feliz com a casa e toda esta mudança, confesso que tenho medo, medo de não conseguir ter sempre tudo em dia (apesar de todos os meus esforços) e também porque agora vou estar muito mais perto do tubarão...

 

publicado por bones às 11:07
sinto-me: com as horas contadas
Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

"A Estranha em Mim"

 

"The Brave One", titulo original em inglês...

Adorei, ela é uma actriz fabulosa, numa história que ultrapassa os limites do imaginável, mas no fundo uma realidade...

"Em "A Estranha em Mim" Jodie Foster é Erica Foster, uma mulher que um violento ataque vai transformar por completo. Erica vive em Nova Iorque, cidade que adora e que costuma ser tema de conversa com os ouvintes do seu programa de rádio. Uma noite, ela e o noivo (Navee Andrews) são vítimas de um grupo de marginais no Central Park.

Depois do ataque nada voltará a ser como dantes. O noivo morre e Erica fica em coma. Quando tem alta descobre que os locais da cidade, que anteriormente lhes eram tão queridos e familiares, se transformaram em estranhos e ameaçadores.

Gradualmente o medo dá lugar a uma paranóia securitária. Arranja uma arma com a qual acaba por matar um homem. Entretanto, envolve-se na busca pelo assassínio do seu noivo (uma operação que os seus ouvintes seguem atentamente), sendo perseguida pelo persistente detective de polícia Sean Mercer (Terrence Howard).

Erica dá-se conta que a sua procura pela justiça dá-lugar a uma sede da vingança, que a transforma num ser não muito diferente dos marginais que persegue."

Existem duas frases neste filme que marcaram, uma em que a vizinha dela lhe diz que há várias maneiras de morrer, o dificil é saber como se quer viver...e a outra quando o detcetive khe pergunta como se sobrevive a um ataque destes e ela diz "não se consegue"...

Achei fabuloso, o filme, os actores, os cenários, a história...

A Oprah dizia que o Anthony Hopkins lhe podia ler as páginas amarelas com a voz que tinha, e ele leu, eu não me importava nada que a Jodie Foster me lesse também as páginas amarelas com aquela voz, aquele sotaque...

publicado por bones às 10:50
sinto-me: bem
Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

O tempo

Encontrei este pequeno texto, mas repleto de significado numa das minhas pesquisas na Net...desconheço o autor, mas adorei...

 

 

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu a amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
publicado por bones às 15:53
sinto-me: sem tempo

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